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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Alguém começou a falar nos restos mortais de Salgueiro Maia(um dos capitães mais puros do 25 de Abril de 1974) ir para o Panteão Nacional:

1º. Acho que a direita nunca o permitiria.

2º. Ele próprio não o quereria(segundo o Jornal O SOL de 7 de Fevereiro deste ano.

Em 1989, altura em que lhe foi diagnosticado um cancro, Salgueiro Maia decidiu

fazer um testamento. Os seus desejos eram dois e simples. Um foi cumprido,

o outro ainda não.
 
Escrito à mão no dia 28 de Junho de 1989, em Santarém, o texto que o Jornal O Sol
teve acesso, diz claramente que quer ser enterrado em Castelo de Vide
sem honrarias de Estado e sem grandes gastos de dinheiro."Determino
que desejo ser sepultado em Castelo de Vide, em campa rasa, e utilizar o
caixão mais barato  do mercado. O transporte do mesmo deve
fazer-se pelo meio mais económico, de preferência,em
viatura militar.Sobre o funeral pede ainda
"somente a presença de amigos".
Morreu 3 anos depois, no mês de Abril, e no enterro foi
entoada a Grândola, Vila Morena, conforme  também vontade
expressa.Está enterrado numa campa rasa no talhão dos combatentes.
 
 
 
 
Outro dos desejos: "Do meu espólio em ornamento e artigos correlativos,
tudo aquilo que minha mulher e filhos não desejem conservar,
desejo que seja património de Castelo de Vide.
A Câmara diz que já recebeu material, mas que o Estado Central"ainda
não cumpriu a sua parte."
 
 
 
Digo eu então: já que este ano se comemora os 40 anos do 25 de
Abril,  era uma boa maneira: cumprir o desejo de
Salgueiro Maia. Ele merecia!

1 comentário:

Beatriz Bragança disse...

Querida Irene
Uma bela homenagem!
Aguardemos, para ver se os seus ultimos desejos se vao concretizar.
Beijinho
Beatriz