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quarta-feira, 2 de julho de 2014


CANÇÃO À SAUDADE

                      Célia Laborne

 

Agora a chuva,

a chuva miúda

da noite presente,

me fala de ti

penetrando meu ser.

 

Tamborilante,

atinge campos

há muito dormidos

e cai tão suave...

é música antiga.

 

Agora a chuva,

mansa, sonora,

me traz tua voz

e a leve humidade

é perfume de ausência.

 

A chuva de hoje

constrói mil saudades

orvalhados meus olhos

confundem as lágrimas

e a chuva serena

que no céu e na face

rolam mansas,

tão mansas

em igual transparência.

 

2 comentários:

Ana Bailune disse...

As gotas de chuva trazem lembranças. O cheiro da terra molhada invade as narinas...
Lindo poema!

Beatriz Bragança disse...

Querida Irene
Um belo poema!
Quando sentimos muita saudade e andamos à chuva,até dá jeito,pois melhor conseguimos disfarçar o que rola pelas nossas faces!
Um beijinho
Beatriz