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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

BENCÃO - Célia Laborne Tavares


imagem Raluka Daniele


O silêncio amadureceu o primeiro sonho

e a manhã cristalizada

povoou o mundo.



A longa espera

nos bosques de penumbra

revelou a face

de recondidos segredos.

E a aurora aspirou o perfume

nas mãos remidas.



Ah! O primeiro perdão

onde a orgia das flores

conheceu a paz,

e o céu se aveludou

para receber a prece!



Onde o silêncio

pela primeira vez

abençoou a espera.


2 comentários:

Paloma Viricio disse...

Adorei o poema! Lindooo, muito reflexivo. Parabéns á autora.
Beijos!
Monólogo de Julieta

MARILENE disse...

O nome que ela deu ao poema já diz muito. O primeiro perdão, indispensável e acolhedor. E precisamos de muitos ao longo da vida. Bjs.