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terça-feira, 8 de julho de 2014

O DOM DO TEMPO
       Célia Laborne Tavares
 
            Hoje, todo mundo corre, todos se agitam e reclamam que não tem tempo para nada, que vivem estressados. Adiamos mil deveres e até prazeres por falta do precioso tempo. E quem mais entra no corre-corre pensa que melhor age. Entretanto, são poucos os que observam e avaliam o seu próprio ir e vir, e as finalidades desse constante agitar-se.
            O tempo nos é dado como um dom da Vida Una, para esse plano de trabalho, cuja meta é a expansão da consciência, o treinamento da mente, a ação em benefício da coletividade e o desenvolvimento das experiências de contato com a fonte divina, a alma, o Ser crístico.
O tempo é sempre útil quando usado para o aperfeiçoamento interno e externo, junto à coletividade, com a qual nos relacionamos diariamente. 
Na nossa partida para outras dimensões, ficam aqui os apegos, os egoísmos, a futilidade, vaidades e inutilidades. Levamos apenas o que experimentamos, o que crescemos, o que purificamos ou não, o que somos. Por isso, a ação de transformar-se para melhor, a cada dia é essencial, o ir e vir para ajudar é precioso, o irradiar luz é fundamental.
Há uma bagagem única que pode ser acumulada no tempo de vida que nos é dado na matéria; é aquilo que experimentamos, aquilo que acrescentamos, disciplinamos ou conquistamos em nossas emoções, pensamentos e ações ou palavras úteis.
Tudo o mais é externo e fica na superfície do ser, do lado de fora de nossa vida futura. Por isso, precisamos pedir sempre aquela orientação capaz de nos revelar o essencial, o fundamental em nossa ação diária, para não nos perdermos num desgaste e num esgotamento inútil e improdutivo. O lado real da vida, o que prossegue conosco, tem leis muito definidas e que se cumprem sempre.
Não somos seres isolados, neste ou em outros mundos. Somos uma coletividade que cresce, que aprende – harmoniosa ou dolorosamente – somos um grupo que faz experiências e que pode ajudar-se mutuamente, sempre que sejamos indivíduos despertos em nossa estrutura interna. Uns estão à nossa frente, outros ao nosso lado, alguns atrás de nós, mas todos somos irmãos de jornada e de aprendizado.
Tempo e distância são ingredientes deste mundo físico, que hoje habitamos. De nada vale correr, cansar ou revoltar-se, se o trabalho feito não resultar em luz e sabedoria, em conquista e crescimento para si e para os outros. 
 
imagem: Micael Cheval          
 
           

quinta-feira, 3 de julho de 2014

quarta-feira, 2 de julho de 2014


CANÇÃO À SAUDADE

                      Célia Laborne

 

Agora a chuva,

a chuva miúda

da noite presente,

me fala de ti

penetrando meu ser.

 

Tamborilante,

atinge campos

há muito dormidos

e cai tão suave...

é música antiga.

 

Agora a chuva,

mansa, sonora,

me traz tua voz

e a leve humidade

é perfume de ausência.

 

A chuva de hoje

constrói mil saudades

orvalhados meus olhos

confundem as lágrimas

e a chuva serena

que no céu e na face

rolam mansas,

tão mansas

em igual transparência.