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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Não construí nada que me possam roubar.
Não há nada que eu possa perder.
Nada que eu possa tocar,
Nada que se possa vender.
Eu que decidi viajar,
Eu que escolhi conhecer,
Nada tenho a deixar
Porque aprendi a viver.
 
 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

domingo, 28 de setembro de 2014

IMPASSE - Orlando Tejo


 
 
 
Se ficar onde estou não faço nada,
Se sair por aí corro perigo,
Se me calo minhalma é sufocada,
Se disser o que sei faço inimigo...
 
Se pensar vou trair a madrugada
E se sonho de mais vem o castigo,
Se quiser subo até o fim de escada,
Mas precisar brigar, e eu não brigo!
 
Se cantar atropelo o contracanto,
Se não canto maltrato o coração,
Se me faço sofrer me desencanto,
 
Se reprimo o ideal perco a razão,
Se perder a razão, resta-me o pranto
E meu pranto não faz uma canção.
 
(Poeta, advogado e jornalista, natural de Campinas Grande)
imagem extraída de:
www.onordeste.com

TE QUERO - Célia Laborne Tavares




Teu primeiro poema
nasce lento
como palavras que querem
amadurecer
antes de florescer.
Por isso, a cada hora
recomponho
o teu poema novo.


Nada sei do que virá
nem acalento esperanças
deixo apenas que
se construa
em segredos e lembranças
o teu poema
à tua própria forma
ao teu natural ritmo...


Depois adormeço
e sonhadora
e feliz
lembrando o quanto te quis
sempre, sempre.


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

LÍRIA PORTO(gentilmente cedido)

remanso
chamou-me branca
olhei-o
preto feito piche...
rimo-nos
perguntou-me
onde estamos
disse-lhe
no paraíso

o voo foi lindo

domingo, 14 de setembro de 2014

sábado, 13 de setembro de 2014

A VITÓRIA - Célia Laborne Tavares



 

 

            Andou depressa, quase correu, chegou cedo sem saber para que.

            Olhou desconfiado a sala de aula. Sala vazia, cresce, dá medo. Carteiras sem meninos são frias, agressivas.

            Entrou tímido. Não era o primeiro da classe, não era capitão de time, nem o mais levado ou o pior nos estudos.

            Olhou desajeitado. Menino oitavo lugar, menino reserva de time, moreno claro, sete e meio de comportamento.

            O quadro negro fazia assombração na parede nova.

            A professora trouxe a fila de crianças alegres e as arrumou nas carteiras, como uma caixa de bombons.

            Professora bonita – bombom de licor – menino queria agradar, menino desapontado não agrada. Queria tirar zero, mas tinha estudado a lição. Queria ganhar dez, mas tropeçou no vestido novo da professora e não disse o fim da análise lógica. Encabulou-se, riram dele.

            Menino queria ir embora, mas a casa não era mais bonita do que a escola. Queria ficar de castigo, mas estava quieto ouvindo e olhando a professora. Queria medalha, mas a nota não dava.

            Os anos correram logo. Menino não levou bomba, não foi o primeiro da classe, não teve medalha nenhuma.

            Menino estudou muito. Ganhou diploma: Matemática, Português, desaponto, Química, solidão, Latim, tristeza.

            Quando crescesse mais, certamente seria diferente.

            A infância deu um pulo. Encurtou rapidamente, achou o homem menino ainda e tudo que devia ser fácil ficou mais complicado, mais 8º lugar, mais reserva de time.

            O menino então lembrou de gritar, espernear, procurar as coisas de qualquer jeito. Leu, indagou, pediu, fez papel feio, tomou vitamina, viajou, pensou difícil. Uma  porção de ideias nasceram desencaminhadas, procurando estradas que não  eram, dias que não estavam na folhinha, vozes que o vento levara.

            Menino grande correu, cansou, chorou, deitou-se para morrer; a morte não o quis. De repente, uma ideia pequenina – cara de reserva – o chamou de novo. Menino grande levantou-se, viu um trilho estreito – coisa a toa – menino crescido indeciso, medroso, querendo ser forte, corajoso, querendo tudo. Escorregou, foi devagar, tropeçou, achou ruim, insistiu ainda. Caminho difícil, mas quis seguir sem saber para onde. Andou tanto que começou a ter o passo firme, desenvolto. Aprendeu a respirar, achou graça nas árvores, nos pássaros, descobriu caminhos novos, assobiou alto.

            Sem saber como, menino foi aprendendo a ver, a ouvir, a viver.  Menino  agora, não era feio, não era bonito, era vitorioso. Olhou-se no espelho, menino sumira, descobrira meia verdade. Fez uma festa, contou a todos, riu alto, rezou escondido.

            Era bonito vê-lo assim, olhos transparentes, contando coisas recém encontradas, como se todo o mundo estivesse recomeçando com ele. Tinha rosto sereno, mãos de espera. A vida era dele, sem desaponto, sem reserva, sem medalha alguma. Só vitória.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Faz hoje 13 anos que houve o atentado às Torres Gémeas



e nesse dia mesmo dia teve a m/irmã alta do IPO e felizmente está 13 anos depois
viva. Portanto é uma data que nunca esquecerei.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

sábado, 6 de setembro de 2014

Nascido na Inglaterra em 1830, o fotógrafo Eadweard Muybridge começou a ganhar reconhecimento quando decidiu se mudar para os Estados Unidos, onde realizou importantes trabalhos na California e no Alasca, inclusive sendo contratado pelo governo.
E foi nesta época que um ex-governador californiano pediu para Muybridge provar que o cavalo quando corre fica com as quatro patas no ar. Para comprovar isso, Muybridge colocou 12 câmeras separadas por cerca de 50 centímetros e criou um mecanismo que permitia que cada câmera disparasse automaticamente no momento certo. Chegou-se a conclusão de que, realmente, em um dado momento nenhuma pata do cavalo toca o chão.

Fonte:OBVIOUS



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

segunda-feira, 1 de setembro de 2014