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sábado, 23 de maio de 2015

RIO DOS SONHOS
 Célia Laborne Tavares
 
Estória do rio dos verdes cismares,
do rio dos sonhos eu tento tirar,
das águas que eu toco ou penso tocar.
 
Pedaço de espuma, de onda, de chuva,
que corre e canta chamado do mar
que foge e rola querendo ficar.
 
Estória que nasce e cresce das águas
sem dor, sem ruído, sem medo de errar
falando o segredo que eu tento contar.
 
Pedaço do rio de verdes cismares,
das coisas que dei ou quis encontrar
daquilo que eu amo, ou penso amar.
 
Estória do rio, pedaço do mar...
no meio da noite te vejo chegar.


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