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sexta-feira, 29 de maio de 2015

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Monólogo do Sonho - Célia Laborne Tavares

A cidade dormiu.
         As ruas piscaram miudinho nas lâmpadas, apagaram a brasa dos últimos cigarros e levaram todos para casa. As ruas queriam sossego. O silêncio tomou conta das coisas e preparou-as para o repouso.
         Mas os olhos brincaram de sonâmbulos.
         Haviam esquecido o sono em algum lugar e não o sabiam encontrar. Ou, talvez, quisessem ver a noite para descobrir nela uma sombra nova. Por isso, faziam serão.
         É bom a gente crescer e olhar o escuro bem escuro, sem medo. Transformar fantasmas em figuras de dança, de circo ou em fantoches irreais.
         A cortina vestiu logo de gala uma forma jovem e o vento deu-lhe passos de ensaio para a primeira estréia. Uma roupa caída sobre a cadeira era um sonho trágico que a noite amarrotara, ou do qual levara a alma para um passeio distante, não se sabia onde. Era alguém abandonado ou ferido, desfalecendo lentamente.
         O espelho tinha uma assombração novinha, arriscando um reflexo forte para provocar a escuridão. Ele desenhava nas paredes com giz luminoso, como se a noite fosse toda sua.
         E havia também o que só a atmosfera trazia, a atmosfera e os olhos abertos, dentro das sombras, acompanhando as horas. Eram figuras fantásticas, variadas e móveis que sabiam correr, subir e voltar de novo, ora intensas, ora meio eclipsadas, irritadas sempre por não encontrarem a quem assustar. Elas começavam a envergonhar-se junto ao meio sorriso que escapava dos lábios semi-infantis.
         É bom a gente encontrar o escuro e não se assombrar. Permanecer tranquila, decorando-lhe a face opaca. Apalpar-lhe o corpo e sentí-lo vulnerável. Deixá-lo exibir-se inocente, descobrindo nele uma história pitoresca.
         É bom poder detê-lo, esperando com calma alguma luz que vai surgir a qualquer hora – não se sabe de onde – para o encantamento dos olhos. Suportá-lo com uma paciência espichada, advinhando-o efêmero.
É agradável contorná-lo com gestos serenos que acariciam seus duendes ou abraçar-se a ele sem temor. Entregar-lhe até os olhos que se vão fechar num momento imprevisto, sob sua guarda e proteção. Beijar-lhe os lábios que chegam perto e, cansados da tentativa inútil de amedrontar, se fazem mansos e enfeitam o silêncio.
        
         


sábado, 23 de maio de 2015

RIO DOS SONHOS
 Célia Laborne Tavares
 
Estória do rio dos verdes cismares,
do rio dos sonhos eu tento tirar,
das águas que eu toco ou penso tocar.
 
Pedaço de espuma, de onda, de chuva,
que corre e canta chamado do mar
que foge e rola querendo ficar.
 
Estória que nasce e cresce das águas
sem dor, sem ruído, sem medo de errar
falando o segredo que eu tento contar.
 
Pedaço do rio de verdes cismares,
das coisas que dei ou quis encontrar
daquilo que eu amo, ou penso amar.
 
Estória do rio, pedaço do mar...
no meio da noite te vejo chegar.


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Com autorização da página de Facebook de Lita Lisboa

A NÃO ESQUECER NUNCA !!!! HOLOCAUSTO !
A 20 de Maio de 1940, chegaram os primeiros prisioneiros aos campos de concentração.
Holocausto, nome em hebraico, para "destruição", foi o genocídio ou assassinato em massa, de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial, no maior genocídio do século XX, através de um programa sistemático de extermínio étnico patrocinado pelo Estado nazista, liderado por Adolf Hitler e pelo Partido Nazista e que ocorreu em todo o Terceiro Reich e nos territórios ocupados pelos alemães durante a guerra. Dos nove milhões de judeus que residiam na Europa antes do Holocausto, cerca de dois terços foram mortos; mais de um milhão de crianças, dois milhões de mulheres e três milhões de homens judeus morreram durante o período.
E ainda há pessoas dizendo que isto nunca aconteceu !!!!!

terça-feira, 19 de maio de 2015

A VIAGEM

  Célia Laborne Tavares
 
 
Transpus a estratosfera
antes dos engenhos.
Cheguei à lua,
                         desmascarada.
 
- Alunar foi fácil –
vendiam verduras
à Porta Norte
e alecrins ao Sul,
                            alegremente.
 
Perguntei pelo
Cavalo Branco.
São Jorge se fora,
                              há pouco tempo.
 
Deram-me de presente
nuvens e colibris.
A volta foi rápida
e perigosa
                    desassossegada.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

sexta-feira, 15 de maio de 2015

A POLÍTICA DE COELHO EM 12 SEGUNDOS
 
 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

domingo, 3 de maio de 2015







sara prata - foto de João Lima